segunda-feira, 23 de abril de 2018

Performance - Que país é esse?


A performance foi realizada pelos estudantes do Instituto Federal da Bahia atendendo a uma proposta de práticas de arte contemporânea na disciplina ARTE, ministrado pela professora Carla Camuso.
A reflexão se inspira nos problemas sociais que mais são noticiados pela mídia e que todos sabem que ocorre mas não sabe como mudar essa realidade enraizada no Brasil desde sua colonização.

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Breve análise do Expressionismo Abstrato de Jackson Pollock

Por: Mateus Borges

Convergência - Jackson Pollock, 1952
O estilo expressionista abstrato de Jackson Pollock reflete uma sensação de fuga do aprisionamento e padronização que se vivia no mundo. Em várias esferas da sociedade tais paradigmas sofreram represálias por grandes movimentos em prol da liberdade e minorias.
Uma revolta contra as guerras, uma busca por liberdade sexual, igualdade humana e principalmente pela libertação da ARTE que se torna uma válvula de escape para retratar criticamente os acontecimentos que marcaram especialmente os Estados Unidos, local de origem do pintor.
A pintura é feita em telas estendidas no chão e a forma como se pinta não era levada em consideração e se existia algum padrão esse seria exatamente a falta de padrão do pintor, a aleatoriedade. Cores distintas, fortes, espalhando-se por todo o espaço da tela. A impressão é de tinta dentro de um balde sendo simplesmente jogada.
A apreciação desta produção artística dependerá muito da leitura de mundo que cada pessoa tem. A pessoa precisa entender a sua história, a história de seu mundo e saber o que se passa em seu cotidiano. Se formos pensar nos dias de hoje por exemplo, podemos associar as artes do gênero (action paiting) ao nosso caótico momento político e econômico. Uma frustração social que vem tendo seu estopim em manifestações mundo afora...
Em momentos de insegurança e sofrimento das nações, esta arte reflete o medo e posteriormente algum suspiro de luta e resistência.
É possível que pessoas com um histórico de submissão, ou sistema educacional sucateado (como em nosso país) possam questionar a obra e o gênero considerando-a apenas como " um balde de tinta jogado" ou dizer que não tem nenhum valor moral ou estético.
Mas a arte segue tentando, mesmo que um desenho de um sol não ilumine uma caverna. 

segunda-feira, 9 de abril de 2018

És Arte e Amor - Intervenção Urbana


O Projeto És Arte e Amor surgiu de uma vontade da jovem artista Evelyn Emi em compartilhar suas mini produções com os colegas de ensino médio técnico do Instituto Federal da Bahia, Campus Porto Seguro. De acordo com a jovem, é como se ela estivesse distribuindo amor naquele pequeno papel, o mesmo amor que ela empregou para desenhar.
Uma ideia tão bacana em tempos tão difíceis, que pensamos em expandir. 
Saímos dos limites da escola e percebemos as diversas reações das pessoas ao ser oferecido um desenho a troco de nada. No mínimo víamos um certo desconforto por parte dos que recebiam e por incrível que pareça, a receptividade dos moradores, que não tem acesso aos circuitos culturais das capitais, foi bem maior.
Sabemos que em cidades turísticas os visitantes ficam na defensiva por causa da quantidade de vendedores, mas sequer paravam para ouvir. Apesar de estarem ali por lazer, tinham pressa. Não sabemos exatamente de quê, o importante é que não tinham tempo para ouvir e nem receber amor.
Pena. Perderam de carregar consigo um fragmento de sonho estampado, uma esperança de um futuro mais AMIGO,
mais AMOROSO
mais ARTÍSTICO.
Mais sensível ao que acontece com seu próximo

Abraços
Carla Camuso


quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Beija-flor de Nilópolis, merecidamente campeã do carnaval 2018

Passei o segundo semestre de 2017 no modo "hibernando" tanto nas redes sociais como até mesmo aqui, espaço que criei especialmente para falar sobre toda e qualquer manifestação artística. Uma apatia inexplicável... Só que não. Talvez a energia estivesse escapando por entre os canos da revolta desde que paramos para enxergar melhor esse Brasil que tem convivido diariamente com a corrupção e todas as consequências oriundas dela. A sensação constante de impotência diante de tanta injustiça vista e vivida  é bem pesada.

Contudo, algo tão cultural e tão nosso, patrioticamente falando, deu uma cutucada nesse comecinho de 2018 e me fez despertar desse sono intelectual exclusivamente para falar sobre ele: o CARNAVAL, mais precisamente sobre o desfile das escolas de samba no Rio de Janeiro, aliás, mais precisamente ainda sobre a escola vencedora.

Como sou totalmente diurna, obviamente não passo a noite assistindo os desfiles, mas sempre busco ver a apuração e conferir pela internet o que rolou a partir das notas que são dadas. É como se eu quisesse me certificar se foi realmente bom... (rs)
Sempre achei super interessante o trabalho criativo das escolas em todos os quesitos: música, dança, adereços, carros alegóricos. Trabalho árduo de vários artistas que constroem um espetáculo ao longo do ano para apresentação ao grande público na apoteose. É cultura brasileira viva !

Enfim, esse ano, depois que foi consagrada campeã a escola Beija flor, fui conferir seu desfile na íntegra e para minha surpresa, me peguei emocionada, arrepiada e achando tão perfeito o que fizeram que me senti na obrigação de externar esse sentimento, sobretudo no intuito de afirmar o quanto é ARTE com "A" maiúsculo cada escola que desfila:
É produto da criatividade humana, conta uma história, passa uma mensagem, desperta o olhar do espectador para a realidade em que vivemos e para tudo isso utiliza apenas elementos estéticos visuais e sonoros, inclusive se apropriam de linguagens artísticas tanto tradicionais como tecnológicas para acompanhar a contemporaneidade como sempre acontece com as artes.

Primeira coisa que chamou atenção foi o fato do samba enredo cujo título foi tão criativo quanto tudo o que vi - Monstro é aquele que não sabe amar os filhos da pátria que os pariu -  ser cantado por um belo coral: todos que estavam presentes na avenida, do começo ao fim do desfile de uma forma quase gritada, de maneira que quase nem ouvíamos o famoso puxador Neguinho da Beija Flor.
Não era à toa, veja  alguns trechos:

(...)
Ganância veste terno e gravata
Onde a esperança sucumbiu
Vejo a liberdade aprisionada
Teu livro eu não sei ler, Brasil!
(...)

Oh pátria amada, por onde andarás?
Seus filhos já não aguentam mais!
Você que não soube cuidar
Você que negou o amor
Vem aprender na beija-flor

De fato, a letra era o grito que estava engasgado na população especialmente a do Rio de Janeiro que apesar de continuar lindo,  passa por uma terrível crise, fruto do contínuo saqueamento feito pelos políticos ano após ano. 

E depois que foi surgindo, ala por ala, carro por carro, realmente vi o quanto a escola mereceu esse título. Uma crítica histórica e social bem elaborada, bem artística (envolveu além do visual a dramatização dos integrantes) e bem clara sobre a situação que estamos vivendo. 
Daí o meu despertar... eles conseguiram externar as minhas angústias e mostrar como a arte é pura catarse.
Uma das cenas mais emocionantes que vi estava no carro intitulado "Abandono"  mostrando uma escola sendo atacada por um bandido atirando nos alunos e professor. Sobre a interpretação dessa cena, vou recorrer mais uma vez à Arte, ou melhor aos elementos que usamos para interpretar uma obra de arte: pode ser feita tanto literalmente, porque realmente a violência já invade muitas escolas, como metaforicamente com o sucateamento da educação feita pelos políticos em detrimento de seus mega salários com todos os vales possíveis (alimentação, transporte, ternos, viagens...).
Outras cenas como do lixão, dos bandidos e seus celulares nas prisões, favelas formadas a partir do prédio da Petrobras, enfim... Um recorte da nossa realidade de alguns anos para cá em apenas uma hora de desfile, sem perder a esperança de que tudo pode mudar.
Realmente chocou. E para fechar, chocar costuma ser o objetivo da Arte.
Beija-flor de Nilópolis e todos os profissionais envolvidos... para vocês tiro o meu chapéu.

Achei um videozinho com os melhores momentos que talvez sirvam para dar um ideia do que foi dito:



Saudações Carnavalescas
Carla Camuso 🌍





Composição do Samba enredo: Di Menor / Diego Oliveira / Diogo Rosa / Gilsinho Bacana / JJ Santos / Júlio César Assis / Kiraizinho / Manolo 
Vídeo: Renato Cypreste

domingo, 16 de julho de 2017

O LEGO se transforma em ARTE na mão de Sawaya

THE ART OF THE BRICK é o nome da exposição do artista plástico contemporâneo Nathan Sawaya que está circulando pelo Brasil desde o final do ano passado em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. Em junho retornou ao Rio e ficará em cartaz até 6 de agosto de 2017 no Shopping VillageMall - Barra da Tijuca.
Essa exposição itinerante tem visitado diversos países desde 2007 e por onde passa deixa o público e principalmente a crítica sem palavras diante das 83 esculturas feitas com mais de um milhão de bloquinhos de um brinquedo que todos conhecemos, o famoso "LEGO"
Isso é a contemporaneidade pulsando... A utilização de materiais que menos esperamos para produção de uma arte admirável.
De acordo com diversas notas publicadas pela imprensa, mais de 330 mil pessoas já visitaram a exposição no Brasil e o mais legal é que são obras que agradam e surpreendem pessoas de todas as idades. Não é para menos, afinal, além de serem feitas com um brinquedo, o artista faz reconstruções de outras obras famosas como "O Pensador" de Rodin, "O Grito" de Edward Munch, "O Beijo" de Klimt, além de outros temas como um Buda, ou um esqueleto de T-Rex, notas musicais e até mesmo super heróis. Tudo isso feito com os pequenos blocos que grande parte das crianças tiveram oportunidade de manipular, já que são considerados educativos e são utilizados em muitas escolas para desenvolver a motricidade e estimular a criatividade
Resumindo, mexe com o sentimento de todo o mundo e de todas as formas.
Vamos apreciar algumas obras?



 

SAUDAÇÕES  ARTÍSTICAS 🤗
Carla Camuso



Para maiores informações :

http://www.tudus.com.br/evento/ring--village-mall-village-mall--the-art-of-the-brick#

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Seu quadro foi vendido por 370 milhões de reais... Quem é esse tal de Basquiat ??

"Sem Título" Jean Michel Basquiat

É a pergunta que muitos fazem ao conferir essa notícia veiculada recentemente por diversos meios de comunicação.

Pois bem ilustres mortais, entendam de uma vez por todas que não é o belo que se vende em uma obra de arte. É a trajetória que o ARTISTA trilhou para atingir a IMORTALIDADE.

Aqui no Brasil o nome dele foi imortalizado na canção "BIENAL" de  Zeca Baleiro e Zé Ramalho em um verso um tanto quanto polêmico... mas que contempla integralmente o conceito da  Arte na contemporaneidade:


"(...) Com a graça de Deus e Basquiat, 
Nova York me espere que eu vou já
Picharei com dendê e vatapá
Uma psicodélica baiana

Esse mesmo cara que sai da condição de artista marginal (por opção) para um dos maiores representantes da geração de artistas contemporâneos, carregado de bagagem cultural, crítica social e reivindicações pela liberdade de expressão integra agora o panteão dos artistas que ultrapassam a casa dos 100 milhões de dólares por uma obra.
O quadro “sem título” de Basquiat acabou de ser vendido por US$ 110, 5 milhões(mais de 370 milhões de reais) em Nova York, no leilão de arte contemporânea  da Sotheby’s,  uma sociedade de vendas por leilão conhecida mundialmente. 

Porém, poucas pessoas  conhecem Jean Michel Basquiat, um jovem artista de rua americano, filho de imigrantes latinos (haitiano e porto-riquenha) que se tornou internacionalmente famoso por seus grafites coloridos e ao mesmo tempo agressivos, executados na década de 80 nos guetos novaiorquinos, principalmente porque teve uma breve carreira pois morreu aos 27 anos de overdose.

Usava um pseudônimo para assinar seus registros nas paredes e metrôs. E por acaso esse falso nome foi um dos motivos que chamou atenção do público intelectual:  “SAMO” uma sigla para (Same Old Shit) ou para nós, “sempre a mesma merda”. 

Essa visibilidade se deu principalmente pelo conteúdo das mensagens grafitadas. 

O jovem não emergiu do nada para o mundo artístico. Sua biografia aponta para uma educação erudita, família de classe média, falava inglês, francês e espanhol fluentemente, interessado em literatura e ópera e ao mesmo tempo quadrinhos e hip hop.  Os biógrafos dizem que sua mãe o levava desde muito cedo para visitar museus. 
Mas por opção decidiu abraçar as ruas como moradia pois o ambiente familiar era desregrado e violento.  
Chegou a vender nas ruas camisetas e cartões postais pintados por ele, até entrar no universo midiático em 1979 quando começou a participar de um programa televisivo de Manhattan que o tornou celebridade no mundo das artes.
Um artista completo... Músico (formou uma banda) e ator (chegou a participar de vídeoclips e filmes).


A crítica de arte, já envolvida com a pop art de Andy Warhol  e naturalmente ávida por divulgar os movimentos artísticos contemporâneos, impulsionou o artista que se uniu a vários outros com estilos similares, chegando inclusive a fazer exposições internacionais, dentre eles Julian Schnabel e David Salle, posteriormente conhecidos por artistas Neo-expresssionistas. 
Basquiat teve contato direto com o Andy Warhol sendo este um de seus mentores. 


Andy Warhol (à esquerda) e Jean Michael Basquiat (à direita),
fotografados em Nova York,  em 10 de julho de 1985
Foto: Michael Halsband/Landov



“(...)a escravidão e a opressão sob a supremacia branca são subtextos visíveis na obra de Basquiat " 


Com essa conotação os teóricos faziam questão de divulgar o trabalho de Basquiat. O intuito era espalhar a ideia da figura mítica de um artista negro reinando no mundo das artes dos brancos. Outro detalhe midiático de sua vida foi ter namorado a cantora Madonna. Esses e tantos outros aspectos de sua breve vida podem ser conhecidos por meio do filme: 

Traços de uma vida 

escrito e dirigido por seu amigo Julian Schnabel.  




Enfim, traços marcantes, originalidade, ousadia, porta-voz das transformações de um determinado contexto social e muita mídia envolvida é a receita básica para a obra de um artista valer ouro, enquanto houver magnata disposto a pagar. Afinal é a imagem do desenvolvimento criativo humano congelada num fragmento material.


Saudações Artísticas
Carla Camuso



Para maiores informações:

Indócil e Indizível: http://indocileindizivel.blogspot.com.br/2011/04/jean-michel-basquiat-sua-condicao-de.html

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Artistas... mães

Renee Cox - Série YO MAMA (1992-97)

Autorretrato de Élisabeth Vigée Le Brun, com sua filha Julie, 1787

Não podíamos deixar passar em branco o dia em que a sociedade reflete sobre a importância do papel materno sobre a vida das pessoas, o dia das mães. Só que ao invés de trazer as pinturas da maternidade feitas por artistas famosos, vamos lançar nosso olhar para a produção feminina...
A pouco tempo li um artigo que se intitulava: A imagem da mãe pelas artistas plásticas do século XX, escrito pela Profa Dra  Nádia da Cruz Senna.  Achei interessante a abordagem mas senti falta da imagem para associar às informações que estavam sendo passadas. E é exatamente isso que trarei aqui. As pinturas relacionadas ao artigo que inclusive é possível lê-lo clicando nesse link (download).

" A maternidade vista pela artista mulher, e na maioria das vezes, mãe também, apresenta diferenças peculiares em relação à produção masculina. Destaca-se a compreensão e o significado do tema a partir de uma experiência que é única. As transformações físicas, o parto, a amamentação e os cuidados com o bebê são vividos de forma intensa e particular. Esta consciência e envolvimento profundo entre o par “mãe e filho” se fazem presentes nas obras das artistas. A mãe é representada como o sujeito da ação, e não, como um simples objeto do olhar."
                                                                                                                                  
Nádia da Cruz Senna

Iniciemos com Elizabeth Vigée-Lebrun, uma das mais famosas pintoras francesas do século XVIII, com um estilo que transita entre o Rococó e Neoclássico.
A artista se destacou principalmente por ser convidada pela Rainha Maria Antonieta, que buscava um pintor que pudesse disfarçar alguns aspectos de sua aparência, coisa que Elizabeth conseguiu com maestria. 
Retrato de Maria Antonieta com seus filhos - Elizabeth Vigée-Lebrun, 1787
A obra que retrata a cena da rainha com seus filhos foi encomendada pela soberana para melhorar a sua reputação que não andava muito boa entre seus súditos. Apesar da dedicação da artista, não atingiu o propósito e precisou ser retirada do Salão de Arte. Não pelo descontentamento com a pintura mas pelo descontentamento político que já pairava sobre o reino.

Emmie and her Child - Mary Cassat, 1889
Mary Cassat, pintora impressionista americana mostra em suas pinturas um universo materno mais aconchegante, sendo retratadas as particularidades da relação mãe-filho: o banho, o carinho, a amamentação...

“Mãe e filho partilham um mundo próprio, em uma relação pré-simbólica, simbiótica, a parte da esfera pública ou patriarcal” 
Linda Nochlin
Mãe Rose amamentando seu filho - Mary Cassatt, 1900
A observação de Nochlin se baseia nos aspectos representados pela artista americana, especialmente quando se percebe o caráter tátil entre mãe e filho. O toque é enfatizado em inúmeras de suas pinturas que trazem a abordagem maternal.

Mãe e filho, Mary Cassatt - 1898
O Banho. Mary Cassat - 1893















Em sentido oposto seguiu Kathe Kollwitz, artista expressionista que acompanhou os horrores da Primeira Guerra Mundial na Alemanha e que inclusive foi a causadora da sua maior dor: a perda do filho alistado. Foi duramente perseguida pelos nazistas e viu de perto o percurso trágico trilhado pela Europa caminhando para a segunda guerra. Diante desse cenário, suas gravuras não poderiam ser diferentes.  Trouxe temas como a fome, doença, prostituição, gravidez indesejada e violência contra a mulher. Seus trabalhos  trazem a ideia da mãe dolorosa.
Sobreviventes, Käthe Kollwitz, gravura - 1922

Fome, Käthe Kollwitz, gravura - 1922
O sacrifício, Käthe Kollwitz, gravura - 1922


















Auto-retrato no meu sexto aniversário de
casamento,
Paula Modersohn-Becker, 1906
Ainda no estilo expressionista, mas com outro viés, Paula Modersohn-Becker foi uma das primeiras artistas a se auto representar nua e grávida, de acordo com Nádia Senna. Traz em sua obra mães geralmente nuas e seus filhos, uma ideia associada ao ciclo da vida. Cabe lembrar que a artista quando se auto retratou grávida tinha apenas o desejo de ser mãe. Veio a engravidar um ano após executar a pintura, falecendo vinte dias depois do parto.


Encostados, mãe e filho, Paula Modersohn-Becker, 1906

Para finalizar, o olhar da artista jamaicana Renee Cox que produziu uma série de fotografias intituladas Yo Mamma, entre 1992 a 1997. A artista usa seu próprio corpo nu ou vestido, para celebrar a feminilidade negra e criticar nossa sociedade racista e sexista. Seus trabalhos estão expostos no Brooklin Museum em Nova York. 
Abaixo segue algumas das fotos que integram a série: 






Dedicamos essas belas imagens a todas as mães que carregaram, carregam e carregarão o dom de dar a luz, amamentar e cuidar dos filhos do planeta Terra.

Saudações artísticas
Carla Camuso 🌺




Informações complementares extraídas em: 

www. rainhastragicas.com.  Acesso em 15 de maio de 17
www.leme.pt/biografias.  Acesso em 15 de maio de 17
https://www.brooklynmuseum.org. Acesso em 15 de maio de 17