Autorretrato com colar de espinhos e beija-flor - FRIDA KAHLO

Por: Ary Kubabski

Frida Kahlo hoje é um dos maiores símbolos do feminismo, além de outros diversos aspectos, mesmo que sem intenção.
Mas acima de tudo era pintora, viveu por volta dos anos 1930, época pós-guerra, angústias e pensamentos duvidosos, representações misteriosas e expressivas. 
Frida quebrava paradigmas de padrões de beleza e considerava mais do que tudo a autoaceitação.
Por mais que ela não quisesse se encaixar em nenhum movimento artístico, seus quadros possuíam traços e ideias que se aproximavam do surrealismo de Salvador Dali, em que era fiel a realidade até certo ponto e de acordo com sua imaginação traz elementos simbólicos, que fogem em parte da realidade.
Sobre o quadro Autorretrato com colar de espinhos e beija-flor, ela se representa em uma floresta tropical, cercada pelo natural, envolvida com a natureza. A sua esquerda um gato preto, que representa figurativamente algo ruim, negativo, como a morte, o azar. Pode-se fazer um paralelo com a representação do gato preto que sempre acompanhava as bruxas.
As borboletas na cultura japonesa representam presságio de morte, ou as vezes são chamadas até mesmo de deuses da morte. 
No seu peito há um beija-flor morto, preso no colar de espinhos que perfura a sua pele. Acima de sua cabeça ela usa como coroa algo um tanto curioso e incerto, que ao meu ver lembram-me tripas, organizadas, lisas e enroladas.
Atrás de si, aquele que por Darwin foi chamado de ancestral, aquele que viera antes dela.
Na pintura, Frida permanece intacta, firme e resistente, apesar das coisas aparentemente ruins que a cercam. Penso que esse quadro pode servir perfeitamente ao feminismo nos dias atuais por representar uma mulher forte e inabalável frente as dificuldades da vida.

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